setembro 16, 2005

Contra a guerra, lembrar as vítimas

A página na internet da entidade Iraq Body Count (do inglês, Contagem dos Mortos no Iraque) funciona como um memorial às vítimas, inocentes, da guerra. Todas as informações veiculadas são verificadas em pelo menos duas fontes, geralmente notas de agências de notícia, como a inglesa BBC, e relatórios de organizações não-governamentais (ONGs). Não considera mortes de soldados da coalizão de exércitos que ocupa o Iraque, principalmente estadunidenses e ingleses, e de integrantes de grupos iraquianos que resistem à intervenção estrangeira. ... A idéia não é coletar e divulgar estatísticas em relação ao Iraque, mas trazer o aspecto humano de cada vítima. "Quanto mais a morte adquire um nome, uma idade, um rosto, mais ela se torna insuportável. A partir disso, a guerra é condenada", explica John Sloboda, fundador do Iraq Body Count. Massacre de inocentes * Desde o início da ocupação, em 2003, entre 24,7 mil e 27,9 mil civis foram mortos no Iraque. * Desse total, mulheres e crianças representam 20%. * Um em cada dez iraquianos mortos tinha menos de 18 anos. * Até março de 2005, Bagdá era a cidade mais atingida: 11.264 mortos. * Soldados estadunidenses causaram a morte de 37,3% das vítimas civis. * Grupos insurgentes iraquianos causaram a morte de 9,5% das vítimas civis. * Um terço das mortes civis ocorreu na fase da ocupação do Iraque (março a maio de 2003). * Em novembro de 2004, soldados estadunidenses mataram 775 civis. * Mais da metade das mortes de civis (53%) foi causada por explosões, 64% das quais foram ataques aéreos. *Pelo menos, 42,5 mil civis ficaram feridos em virtude de ações militares, após a invasão do Iraque. João Alexandre Peschanski, IRAQUE. Contra a guerra, lembrar as vítimas. Brasil de Fato. Edição Nº 133 - De 15 a 21 de setembro de 2005.

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