setembro 09, 2005

Guantánamo: detenção indefinida e tratamento desumano

A greve de fome de prisioneiros do campo de detenção controlado pelos Estados Unidos na Baía de Guantánamo, em Cuba, entrou em seu segundo mês, com novos detalhes divulgados pelas autoridades americanas. Segundo militares dos Estados Unidos, 87 prisioneiros estão participando da greve de fome, mas advogados dos presos dizem que há 210 presos que se recusam a comer. Uma das advogadas disse à BBC que os prisioneiros, mantidos sob custódia americana em Guantánamo como parte da chamada "guerra contra o terrorismo", estão protestando contra sua prisão indefinida e sobre supostos tratamentos desumanos. Segundo a advogada, os presos continuarão a greve de fome até conseguirem um julgamento justo ou morrerão de fome. Dez dos grevistas já estão sendo alimentados à força por meio de tubos. A prisão de segurança máxima de Guantánamo há tempos é pivô de polêmica e de preocupações por parte de órgãos de defesa dos diretos humanos internacionais. A grande maioria dos prisioneiros são mantidos lá como “combatentes inimigos”, o que significa, segundo o governo dos Estados Unidos, que eles podem ser detidos indefinidamente e não são protegidos pela Convenção de Genebra (legislação internacional que zela pelos direitos dos prisioneiros de guerra). Esta não é a primeira greve de fome na prisão de Guantánamo. Elas vêm acontecendo desde 2002, sendo que a última ocorreu entre junho e julho deste ano. Segundo os advogados dos prisioneiros, 50 deles tiveram que receber alimentação intravenosa por conta da gravidade de seus estados. (bbc)

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