setembro 10, 2005

maior o buraco maior o mau cheiro

Embora Brasília em peso especule sobre a iminente renúncia do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, ele afirmou que pensa somente licenciar-se do cargo durante as investigações. O deputado em entrevista no escritório da missão brasileira na ONU: “Vou conversar com os meus auxiliares em Brasília. Eu quero que tudo seja examinado. Não aceito ser enforcado antes da hora”. Renúncia não faz parte de seu vocabulário. Seus aliados, na verdade, vêem na resistência de Severino uma estratégia de alto risco, pois foram avisados de que informações coletadas com agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) indicariam que “o pior está por vir”. Também relatórios de operações desenvolvidas pela Polícia Federal, pela Receita Federal e na CPI da Pirataria mostrariam que Severino e outros parlamentares do PP tiveram as campanhas financiadas com dinheiro de contrabandistas de cigarros, eletroeletrônicos, combustíveis e outros produtos. Primeira Leitura Memória: No passado recente, acusado de ter se beneficiado de dinheiro público, Jader Barbalho (PMDB-PA) licenciou-se do cargo de presidente do Senado imaginando retomá-lo mais adiante. Renunciou depois ao cargo achando que salvaria o mandato. Acabou renunciando ao mandato para não ser cassado. Na melhor das hipóteses, é o que deverá acontecer com Severino. Blog do Noblat

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