setembro 15, 2005

ONU 60 anos

Relevância histórica das Nações Unidas para a diplomacia americana
"Mesmo com queixas sobre os descaminhos da instituição, existe um establishment bipartidário nos EUA para o qual os interesses do país são bem servidos por um ativo engajamento em órgãos multilaterais como ONU, Otan ou FMI-Banco Mundial. Uma rápida e irônica lição de história. Um consagrado internacionalista no Partido Republicano chama-se George Bush, o ex-presidente que é pai do atual. No seu extenso currículo de servidor público consta o cargo de embaixador dos EUA na ONU entre 1971 e 1973. O pendor unilateralista do filho não exclui um compromisso com a ONU, apesar da colisão histórica na guerra do Iraque". ... "Roosevelt não queria repetir os erros e o idealismo de Woodrow Wilson com a Liga das Nações, após a Primeira Guerra Mundial. Desta vez, era necessária uma entidade com músculo, com poder. A idéia não era erguer os pilares de um governo mundial. O objetivo era um pacto de segurança para evitar uma outra guerra mundial. O clube da ONU seria aberto a todos (grandes e pequenos, ricos e pobres), mas a ordem seria mantida pelos 'quatro policiais': EUA, Rússia, China e Grã-Bretanha. Logo depois, a França ganhou seu uniforme e privilégios. Tudo isto foi visualizado por Roosevelt num momento de descomunal dominação global americana, maior do que nos dias de hoje. Roosevelt sabia que a paz americana deveria ser multilateral, embora descartando uma utopia democrática. O compromisso americano com a ONU continua 60 anos mais tarde, mas no lugar da fina arquitetura de Roosevelt temos a obra rústica de Bush e seu capataz John Bolton". Caio Blinder. "Convictos ou céticos, EUA mantêm compromisso de 60 anos na ONU".BBC Brasil.com

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