setembro 09, 2005

Perdi o tesão pelo programa do Jô há muitos anos atrás quando ele entrevistou FHC, em duas etapas. FHC conseguiu encabular o showman. Recentemente, assisti à entrevista com o Boffe Jefferson. Sugeri, por e-mail, que Jô entrevistasse José Dirceu. Não sei se houve a entrevista porque me desinteressei do programa e optei por navegar na Internet, ler os blogs e outras notícias. Em uma destas viagens aportei no texto de Marinilda Carvalho, na página Observatório da Imprensa: JÔ, CALLIGARI E SEMPRÚN - A última maldição de agosto. A leitura reforçou minha opinião sobre o Jô e seu Programa: precisam de reciclagem urgente. Penso que o Jô andou bebendo muito em sua canequinha aquela bebida que a antiga propaganda afirmava “eu sou você manhã”.
Abaixo trechos do artigo: "Uma das mais curtas e frustrantes entrevistas de Jô Soares teve lugar na quarta-feira (31/8). O entrevistado era o psicanalista Contardo Calligari, articulista da Folha de S.Paulo. A coisa já vinha meio difícil desde o início porque Jô insistia em ouvir do profissional histórias de pacientes arrasados com a crise do PT...Contardo não corroborou a pauta, seu sotaque e a ansiedade de Jô não ajudavam a entrevista, que degringolou de vez quando o entrevistado citou o espanhol Jorge Semprún. Mas Jô e o diretor do programa ...aparentemente não sabiam quem é Semprún - autor de A longa viagem, Autobiografia de Federico Sánchez, Um belo domingo; roteirista de Z e A confissão, de Costa-Gavras, de A guerra acabou e Staviski, de Alan Resnais). Deve ter sido a maldição de agosto. Jô, tão festejado ultimamente pelos programas de análise da crise, ficou com aquela cara de quem não sabe do que se está falando - quando sabe, interfere, e conta do que ou de quem se trata. Perderam assim os telespectadores a oportunidade de ouro de um debate sobre o papel do intelectual nas crises ideológicas, debate (muito maltratado pela mídia) que se trava agora entre intelectuais de esquerda – os que falaram, como o sociólogo Francisco de Oliveira, e os que se calaram, como a filósofa Marilena Chauí; ou sobre as contradições entre militância política e liberdade de pensamento, que hoje torturam as hostes petistas; ou as decepções recorrentes com regimes e governos ditos de esquerda, que deprimem eleitores do campo democrático. Mais ainda por se tratar de Semprún, que em 2002 celebrou a eleição de Lula e em 2003 criticou-o por visitar Cuba e não defender os direitos humanos. Enfim, tudo a ver. Um verdadeiro desperdício". http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br

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