setembro 09, 2005

sou brasileiro e não desisto...

Os advogados do deputado José Dirceu entregaram à Secretaria da CPMI dos Correios um documento pedindo que o ex-ministro-chefe da Casa Civil seja ouvido pela comissão. O texto entregue à CPI afirma que o deputado pretende "esclarecer, de maneira clara e inquestionável, todas as inverdades contra ele imputadas". Recentemente, Dirceu enviou à CPI dos Correios sua defesa por escrito, mas até hoje ele foi ouvido apenas no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados. No documento entregue à CPI, Dirceu solicita ainda que seja 'corrigido' o relatório parcial aprovado na semana passada em sessão conjunta da CPI dos Correios e da CPI do Mensalão. Dirceu quer que a correção seja feita na parte do relatório em que ele é acusado de ser o mentor do esquema de pagamentos. Argumenta que o relatório se baseou em declarações do deputado Roberto Jefferson, mas lembra que o presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo (MG), também foi citado por Valério por ter recebido empréstimos dele para financiar sua campanha para se reeleger governador de Minas Gerais (MG) e, no entanto, não foi incluído no relatório. "Só vale o depoimento do insuspeito deputado Roberto Jefferson?", perguntam os advogados de Dirceu. "Só valem os trechos parciais contra o requerente? Vale tudo contra o ex-ministro-chefe da Casa Civil? Contra os demais nada vale?", indagam, no documento entregue à CPI. Segundo José Luiz Oliveira Lima, um dos advogados de Dirceu, o parlamentar deverá entrar com uma ação judicial no Supremo Tribunal Federal (STF) por 'cerceamento' do direito de defesa, "caso a CPI não acolha os pedidos de ouvir seu depoimento e de corrigir o relatório". Cícero: Que las armas cedan a la toga, y que el laurel se conceda a los méritos

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