outubro 29, 2006

2º. Turno

Votação decisiva na Rep. Democrática do Congo

Mais de 25 milhões de eleitores são hoje chamados às urnas para escolher o novo presidente da República Democrática do Congo, num escrutínio que, ironicamente – tendo em conta a designação do país –, é o primeiro realizado em condições democráticas desde a independência do país, há mais de 40 anos. A ONU considera-o mesmo o mais importante em África desde as primeiras eleições multirraciais na África do Sul, em 1994.

O ainda presidente Joseph Kabila prometeu respeitar os resultados desta segunda volta eleitoral, na qual enfrenta o antigo líder rebelde Jean-Pierre Bemba. Este afirmou, por seu lado, que não voltará à guerrilha se os eleitores derem a vitória ao adversário. “Estas são as maiores eleições que a ONU já supervisionou e apoiou. É um desafio gigantesco que temos levado a cabo em conjunto com as autoridades locais”, afirmou William Swing, comandante da força multinacional de 17 600 efectivos que assegura o respeito pelo acordo de paz firmado em 2002. O contingente foi reforçado, durante o período eleitoral, por cerca de mil efectivos da União Europeia (EUFOR), na qual está integrada uma força de 30 fuzileiros portugueses. Recorde-se que esta semana se registaram confrontos entre apoiantes dos dois candidatos em Gbadolite, dos quais resultaram quatro mortos.

Foto: Kim Ludbrook/Epa

Violência sectária que marcou primeiro turno pode voltar ao país

correiodamanha/pt

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