outubro 31, 2006

rumos e/ou rumores

Numa tentativa de atenuar a pecha de fisiológico, que o persegue desde a gestão Sarney (1985-1989), o PMDB pretende envernizar o seu apoio a Lula com um documento de cunho "programático". Antes de aderir ao governo, definindo os cargos que ocupará na máquina pública, o PMDB deseja que o presidente reeleito assuma determinados "compromissos" com a legenda.

Os termos do documento ainda não foram fixados. Serão delineados numa costura a ser iniciada nos próximos dias.

(...) Um raciocínio desenvolvido por Geddel Vieira Lima ajuda a entender a inevitabilidade do acerto do PMDB com Lula: "O partido não tem um nome nacional que projete a perspectiva de poder real", diz o deputado. "Nesse cenário, terminam prevalecendo os legítimos interesses dos governadortes eleitos, que querem ter uma boa relação com o poder central". Dos sete governadores eleitos pelo PMDB, cinco são apoiadores explícitos de Lula. O problema agora é transformar esse apoio personalizado em votos no Congresso. Daí a costura de um documento capaz de dar aos entendimentos a pretendida fachada institucional. Josias de Souza [Texto 'programático' selará apoio do PMDB a Lula]

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Alguma coisa não está mais funcionando na fórmula que deu gás ao PFL nesses 25 anos. Para muitos, o misto quente da oligarquia nordestina com a direita moderna no Sul, em que a primeira entrava com a máquina e o voto e a segunda com o programa e a interlocução com empresariado, já deu o que tinha que dar. É algo para o PFL pensar. Franklin Martins [Alguma coisa não está funcionando no PFL]

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Duas dinastias que começaram no mesmo instante, acabaram 40 anos depois. (Hoje). As duas iniciadas e mantidas pela subserviência e falta de convicção, destroçadas e destruídas agora pelo voto. Todos sabem que falo de José Sarney e ACM-Corleone. Os dois atravessando gloriosamente todo o período não democrático e se consolidando também gloriosamente no que chamam no momento, artificialmente, de democracia ou redemocratização.

Os dois fizeram quase tudo igual. ACM começou como prefeito nomeado de Salvador. Depois foi tudo, patrocinado pela ditadura. E continuou depois.

O Corleone só não chegou a presidente, contrariedade do destino. Se tivesse sido vice de Tancredo em 1985, teria sido presidente.

Também protegido e patrocinado pela ditadura, Sarney se "elegeu" governador em 1965, não parou mais. Em 1985, na disputa Tancredo-Maluf no colégio eleitoral, Sarney queria ser vice de Lutfalla Maluf. Este não aceitou.

Tancredo, com a conhecida repulsa, teve que engolir Sarney por causa de alguns nomes realmente importantes da chamada Frente Liberal, o PFL. Maranhão e Bahia estão livres. Sarney e ACM-Corleone nunca mais. Helio Fernandes [Imediatamente depois da reeeleição]

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