abril 16, 2007

17.500

pôxa! dezessete mil e quinhentos acessos! Não sei quando passei a contabilizar. Pôxa, como tem gente curiosa... um bloguinho tão despretencioso...
cansei das notícias políticas ... é a mesmice ululante (vale o trocadilho) agora estou interessada nas notícias policiais, de gente graúda entrando em cana... 15 minutos de fama e depois a mídia esquece...
estou 'phuta' com o desconto que fazem em meus proventos em nome do imposto de renda! Não tenho renda e sim um 'remendo' de salário como professora universitária aposentada.
acho que vou emigrar para a Venezuela, falta convencer a família.
Está imperdível a Revista Caros Amigos deste mês. Merece maior divulgação a entrevista do sociólogo Ricardo Antunes: Trabalho x Capital:"Berrar não adianta"
Segue um trecho não publicado no site da revista:
(...) "A tragédia é que o próprio Lula quer se comparar, quando tínhamos que ter um governo com alguns traços de ruptura. Durante muito tempo, muitos movimentos sindicais e sociais iludiram-se com relação ao caráter do governo Lula e agora estão vendo que a conta ficou feia. O PT dizia que era contra os transgênicos, o Lula liberou os transgênicos. O Lula nunca disse que ia fazer a reforma da Previdência e iniciou a privatização da Previdência pública no Brasil. O Brasil nunca teve tradição de intervenção militar e enviou tropas para o Haiti. O Brasil dizia que ia oferecer um modelo alternativo ao FMI e o FMI cita o Brasil como modelo bem-sucedido. Quer dizer, alguma coisa está errada. Claro que as causas são complexas, procurei dar pistas, mas esse não é o tema central da minha pesquisa. Tem uma questão que quero mencionar: não concordo com os intelectuais que defendem o silêncio. Contra o Fernando Henrique eram raivosos, ótimo, eu também era, o FHC tomou posse em 1995 e um mês depois publiquei um artigo na revista do sindicato da USP sobre a greve dos petroleiros e lá está explicado o que acho do Fernando Henrique. Comparei a posição que ele tomou na greve com a de um tirano. Durante os oito anos de governo, sempre critiquei o FHC na Folha de São Paulo e em outros órgãos de imprensa, no jornal do PT. Agora sobe o governo Lula e toma as mesmas medidas do governo anterior, e vamos parar de criticar porque Lula é diferente? Coisa nenhuma, não tenho compromisso com o Lula nem com o PT, tenho compromisso é com o rigor científico e com as necessidades populares. Se o Lula tomar uma medida amnhã aumentando em 100 por cento o salário mínimo, vamos apoiar, só que ele aumenta 10 por cento, 15 por cento, ele aumenta em 100 por cento a taxa de lucro dos bancos, isso ele fez. O Lula disse em uma entrevista à Folha de São Paulo que tinha uma tristeza:"Tenho uma única tristeza nessas eleições, nunca ninguém fez tanto pelos ricos no Brasil e eles não vão votar em mim". É importante ele ver que os ricos não votam nele porque ele sonha que chegou ao céu, mas tem a cara mais parecida com a terra, nunca será um deles, embora se encante com o que chamamos de self made man, aquele indivíduo que sozinho subiu ao topo. Mas ele pagou um preço muito pesado, esqueceu sua origem. O Lula não diz que é um lutador social, ele diz que era um grande negociador sindical, ele fala: "Eu sabia negociar". É verdade, ele sabia negociar, mas era um grande negociador social porque lutava socialmente, a força dele era a força popular, e essa força se exauriu. Hoje o PT tornou-se um partido político da ordem, para usar uma expressão do Marx, e o Lula um político tradicional". (...) No segundo governo Lula, o fundamental para os sindicatos é impedir a reforma trabalhista que o governo quer fazer, uma reforma trabalhista que, no fundo, cede às imposições dos capitais globais no sentido de flexibilização dos direitos dos trabalhadores. A reforma trabalhista do governo não é para avançar os direitos sociais do trabalho no Brasil, a reforma é para desmontar direitos conquistados desde a época das lutas operárias sob getulismo e que hoje, a pretexto de que são arcaicas, vão ser desmontadas. A reforma da Previdência do primeiro governo Lula por que foi ruim? Primeiro, foi ruim porque não universalizou, os mais de 40 milhões de pessoas que estão no mercado informal não tiveram nenhuma vantagem com a reforma da Previdência, continuam na informalidade e fora de qualquerr rede de proteção social. Em segundo lugar, se quisesse melhorar a Previdência pública no Brasil, poderia pegar a experiência do funcionalismo público e alterá-la de modo a levar para o conjunto dos trabalhadores, sem beneficiar os fundos privados de pensão".
compre a revista Caros Amigos e descubra o que os outros escondem de você!

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