dezembro 31, 2013

novo dia

de minha janela vejo e ouço os passarinhos cantarem; indiferentes se é o último dia do ano ou véspera de um ano novo; para eles, um dia qualquer ... mas sempre um novo dia.

dezembro 15, 2013

ecopoema

Indiana João
sou um índio desgarrado
sem tribo, taba e pajé,
meu cocar foi depenado
ganhei do gringo um boné.

desaprendi a caçada,
em Tupã perdi a fé,
só uso roupa importada
e tênis Nike no pé.

arco e flecha dispensei
e não gosto de pescar,
da floresta me 'mandei'
pois lá não tem celular.

agora sou cidadão
não renego o meu passado,
mas não quero, meu irmão,
vir morrer assassinado!

* * *
a propósito:

O índio Urutau Guajajara, que resistiu à desocupação do antigo Museu do Índio, no Complexo do Maracanã, na Zona Norte do Rio, nesta segunda-feira (16), passou a madrugada em cima de uma árvore. 
G1 Globo com (17/12/2013)

 "Nós sofremos uma violência policial arbitrária por parte da polícia que chegou sem ordem judicial quando estávamos em luta contra a ocupação do patrimônio indígena que está sendo destruído pela Odebrecht", Ash Ashinka, da etnia Ashinka, do Acre. 




dezembro 12, 2013

poema finalista

no 5º concurso aLUAdos de poesia - e 4º ou 6º aniversário do sebo aLUAdos
Cataguases, Minas Gerais
dez/2013



'acordança'


o gigante despertou
disseram os apressados
mas quem, de fato, acordou
foram jovens revoltados;
da política alijados
por falta de opção
nas ruas, organizados,
buscaram a transformação;
as pessoas se juntaram
multidão a protestar
os governos se assustaram
com a grita popular;
tentaram a repressão
com medida policial
o que gerou reação
em corrente nacional;
o povo não se calou
insistiu em ser ouvido
o Governo 'se mancou'
e por temor ou prudência
outra medida adotou
já em caráter de urgência
convocou a governança
e todo o seu escalão
para fazer a mudança
como pediu o povão;
e na História brasileira
todos podem discernir
a nossa gente guerreira
não deixa o Brasil dormir ...





novembro 28, 2013

uma poesia

outra coisa
a paixão é um sopro,
o som de uma flauta transversa,
o sustenido de uma sinfonia.

a paixão não é fogo é água,
uma onda do mar derrubando os incautos,
o naufrágio de um barco à deriva.

por ser sopro, a paixão se evapora,
dá lugar ao vazio da espera,
ante-sala para um amor não-nascido;

ah, o amor!
este só existe na invenção dos poetas
que, apaixonados, inventam frases
para seu próprio deleite.

















novembro 10, 2013

'miolando'


Espiral 2


elucubrações semmétricas

a reta é uma curva que mudou de ideia;
o quadrado é uma figura grávida de uma circunferência;
a Terra é redonda porque o espaço é curvo;
um rabisco é uma sucessão de pontos sem sentido algum;
o triângulo tem três lados e nenhum avesso;
o plano é o vazio de um mapa.



Escultura de Pedro Miranda
Aço Naval
1,20 m diâmetro

novembro 07, 2013

espantando o frio tropical




rimas aleatórias



só mentiras em jornal;
passarinhos no quintal;
roupas secas no varal
balançam no vendaval;
no Brasil só carnaval;
odeio prova final,
comida com muito sal;
muita gente é pessoal;
atravesso no sinal;
muita chuva é temporal;
nosso clima é tropical;
mais com mais dá num total;
a miséria é mundial!



no meu dedo cabe anel;
pra pintar uso pincel;
adoro a bala de mel
e azeitona no pastel;
li quadrinhos da Marvel;
creio em Papai Noel;
faço barcos de papel;
morei em Vila Izabel;
odeio espelho de hotel;
amo versos de Cordel ;
acho o mundo uma Babel;
sonho conhecer bordel;
passar fome é cruel!



o meu céu tem cor de anil;
gosto das noites de abril;
país bonito o Brasil;
amo desenho infantil;
militar é um civil
que dá tiro de fuzil;
dez vezes cem igual mil;
não acredito em Doril;
propaganda é um ardil;
bebo água de cantil;
um mentiroso é sutil;
senado lembra senil;
matar de fome é hostil.

gosto de pescar de anzol;
fiz pipi em urinol;
deixei rugas no lençol;
amo ver nascer do Sol,
sinfonia com bemol,
ver girar luz de Farol;
vou à feira e levo um rol;
já encalhei num atol;
odeio cheirar formol;
'cashmere' é lã mongol;
lesma não é caracol;
domingo tem futebol;
vi famintos num paiol.



celeste tem cor azul;
Constantinopla Istambul;
faz muito frio no sul;
roqueiro era o Raul;

este poema 'is full'


rimas aleatórias
07/10/11 - 12:43

novembro 04, 2013

poeminha

rerum novarum


remidas e vergadas
afundam elas
em lamacentas águas
recolhem mudas
o que sobrou de vida
largando ao mar
o desfazer das mágoas.

novembro 03, 2013

poemando

'membranza'


esgaravando o mausoléu dos brutos

adiantou-se a mão escamatosa

'va pensiero sull'ali dorate'

arranca o musgo desta tumba rara

pois fidalgo algum

merece tal prestígio.

um poeminha


sonhado


amanheci solênica
após a noite trêbeda
caiu-me raio fúgido
de uma candente estrela
pasmei pensante
do sortilégio havido
e de pasmar cansei
deite-me em chão florido
abriu-se o céu
azulado e avesso
sorriu-me anjo destemido.

olá amigos

o face tem horas que torra a paciência
pensando em atualizar a caixa

maio 18, 2013

poeminha millôriano


garoinha, garoinha
por que chegas tão mansinha?
em pleno fim de semana!

o dia fica tão feio!
interrompe o meu passeio!
que garoinha 'sacana'!




fevereiro 09, 2013

lar doce lar



ó como é bom ficar em casa e fazer apenas o que 'dá na telha": queimei um pouco de mato seco (os Cigarras se esguelaram a tarde inteira mas não choveu ... bem feito!); fiz polenta (angu) e preparei linguiça no forno (a enroladinha da Sadia - gostosíssima); peguei na enxada pra espalhar a escória que ganhei da Mendes Júnior (paguei o frete, of course) e tapar a lamaceira da entrada; lavei roupas (secaram todas) e aqui estou acompanhada do deus brahma chopp... vou pular o sábado de Carnaval com Schopenhauer* ... delícia de vida!

*ou será choppenhauer?
tava com saudade



pronta pro Carnaval: 'Branca Maluca'

janeiro 01, 2013

feliz ano novo meus amigos! estou no Facebook. sigam-me ou curtam-me lá ...