novembro 28, 2013

uma poesia

outra coisa
a paixão é um sopro,
o som de uma flauta transversa,
o sustenido de uma sinfonia.

a paixão não é fogo é água,
uma onda do mar derrubando os incautos,
o naufrágio de um barco à deriva.

por ser sopro, a paixão se evapora,
dá lugar ao vazio da espera,
ante-sala para um amor não-nascido;

ah, o amor!
este só existe na invenção dos poetas
que, apaixonados, inventam frases
para seu próprio deleite.

















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