março 19, 2016

Um sonho esplêndido (Cordel)

A coisa tá mesmo feia
Nesse país tropical
E a mídia já alardeia
Ser o juízo final.

Elegeram a Paulista
A Capital do protesto,
A FIESP classicista
A Praça do Manifesto.

Em Brasília a capital,
O grande Palco do drama,
O Congresso Nacional
Desenrola toda a trama.

É um misto de novela,
De comédia e folhetim
Que a cada dia revela
Um argumento chinfrim.

Neste palco grandioso
Atuando outro artista
Em ato audacioso
Grande audiência conquista.

Chamado a assumir
Para o enredo salvar
Nem chegou se exibir
Foi obrigado a calar.

1/2 público se revoltou
Com tal arbitrariedade
Que o drama se espalhou
Contaminando a cidade.

Outra metade aplaudiu
A medida assim tomada
Que Diretor instruiu
Ser novamente ensaiada.

Enquanto a Casa Civil
Mantem o portão lacrado
O nosso belo Brasil
Sonha no berço, acordado.


março 17, 2016

SOPA QUENTE (Cordel)

Lula na Casa Civil.
Foi, deveras, nomeado.
É Ministro do Brasil.
O conflito está armado.

A grande mídia atiçando
A fogueira, por seu lado,
Pois segue noticiando
Só material ‘pinçado’.

O Governo, enfraquecido,
Reúne a tropa que tem
Ainda não se diz vencido
Vai para o ‘front’ também.

A Lava-jato causou
Tamanha revolução
Com o tanto que vazou
Para a imprensa de plantão.

São muitos os denunciados,
Outros tantos na prisão,
Suspeitos investigados
Na lista da ‘Delação’.

Existe um ingrediente
No caldo da Lava-jato
Dando um sabor diferente
Ao que se serve no prato.

Para uns, pouca pimenta,
Para outros, muito sal.
A injustiça alimenta
A Indigestão Nacional.


março 14, 2016

Cordel: A vez da jiboia?


E a rua se encheu de gente
Gente feliz e sarada
E que se diz descontente
Com a ‘crise’ instalada
Uma festa diferente
Uma grande procissão
Havia um Santo somente
Para tanta devoção:
O juiz imaculado
Que manda na operação
De lavar todo o pecado
E salvar nossa Nação.

foto  de Aliciane Rodrigues (Facebook)

E as TVs ‘fechadas’
Todo o dia dedicavam
A mostrar caras pintadas
Que alegres desfilavam.
Um carnaval diferente
Talvez uma micareta
Sem a comissão de frente
E nenhuma cara preta.
Camada mais abastada
De nossa população
Foi fazer a caminhada
Sem levar junto o povão.




O motivo da revolta
Que encheu a rua de gente
É ter no poder, de volta,

Outra raça de Serpente?