setembro 28, 2011

Estado Palestino e a ONU


Conselho da ONU entrega pedido palestino ao Comitê de Adesões

Transferência do requerimento de adesão de um Estado palestino às Nações Unidas foi decidida por unanimidade pelos 15 membros

O Conselho de Segurança da ONU, que se reuniu por alguns minutos nesta quarta-feira, decidiu de forma unânime entregar o pedido palestino para integrar a Organização das Nações Unidas (ONU) ao Comitê de Adesões do Conselho.




setembro 24, 2011

Um caminho para Paz



O Conselho de Segurança da ONU vai se reunir na segunda-feira (26) à tarde para uma primeira sessão de consultas sobre o pedido de adesão do Estado da Palestina à ONU, anunciou nesta sexta-feira à imprensa o embaixador do Líbano, Nawaf Salam, que preside o Conselho em setembro.
Salam informou que apresentou o pedido palestino aos outros 14 Estados membros do Conselho, que inclui o Brasil, depois de tê-lo recebido do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

É histórico: 
O presidente Mahmoud Abbas exibe o pedido de admissão do Estado Palestino à ONU e não uma arma!



Proposta do Quarteto (formado por Estados Unidos, União Europeia, ONU e Rússia) não satisfaz expectativas palestinas
Leia em noticias-terra




setembro 23, 2011

Palestina na ONU



O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, conclamou os israelenses à paz e à negociação nesta sexta-feira (23), pouco depois de ter pedido formalmente à ONU o reconhecimento do Estado Palestino nas fronteiras anteriores a 1967, anteriores à Guerra dos Seis Dias com Israel.
As declarações foram feitas em discurso no plenário da 66ª Assembleia Geral da ONU. Abbas foi bastante aplaudido antes de iniciar sua fala.

Hamas



O Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza desde 2007, proibiu a manifestações em favor da iniciativa palestina no território.
O Hamas já declarou que é contra o pedido de reconhecimento pois, segundo o grupo, um Estado Palestino nas fronteiras pré-1967 significaria aceitar implicitamente o Estado de Israel na área estabelecida em 1948.
Apesar de pedidos por parte do Fatah, partido de Abbas, o Hamas não permite que a parte da população da Faixa de Gaza que apoia a iniciativa se manifeste nas ruas.

De acordo com a pesquisa de opinião realizada pelo instituto Halil Shkaki, 83% dos palestinos apóiam o pedido de reconhecimento na ONU, o que significa que entre os habitantes da Faixa de Gaza grande parte é a favor de um Estado Palestino nas fronteiras de 1967, apesar da oposição do Hamas.



Ismail Haniya é visto como um moderado da ala política do grupo, aberto ao diálogo com Israel (wikipédia)

Que prevaleça o bom senso para o avanço do processo de paz!

palestinos e israelenses



Declaração histórica de palestinos e israelenses em apoio ao protesto social israelense e à luta anticolonialista


Juntos para pôr fim à ocupação e ao racismo, em apoio à luta do povo palestino para conquistar seus direitos e contra a opressão nacional e social

Apesar da encorajadora mobilização no Oriente Médio, da onda de protestos sociais e do despertar das lutas dos povos por liberdade e pelo direito de viver com dignidade, a população palestina ainda vive sob o julgo da ocupação israelense, a despeito de sua luta persistente e permanente por liberdade. A comunidade internacional, por sua vez, demonstra impotência e não estende a mão para apoiar a luta palestina por justiça e libertação.

Os movimentos de protesto e os ventos de mudança que sopram no mundo árabe têm despertado entusiasmo, em todo o planeta, entre os que buscam a liberdade, incentivando muitos a adotar o modelo de luta popular.

Esses movimentos de protesto tiveram um profundo impacto sobre vários grupos em Israel, entre judeus e palestinos, e deram uma importante contribuição para a ascensão do movimento de protesto popular israelense em prol de justiça social.

Movidos por nossa aspiração de alcançar uma paz justa – que é verdadeiramente essencial para os povos da região e que pode ajudar na promoção da luta por justiça e progresso para todos –, nós, palestinos e israelenses, forças sociais e políticas, representantes de associações de mulheres e jovens de ambos os lados da Linha Verde [Green Line], enfatizamos a necessidade de uma luta conjunta, com o objetivo de libertar os povos da região do colonialismo e da hegemonia, em especial a do sionismo, de deter a ocupação e a agressão militar israelense e de apoiar a justa luta do povo palestino por seu direito à autodeterminação, de acordo com as decisões da comunidade internacional.

Estamos ansiosos pela libertação de todos os povos da região da ditadura, da tirania e de todas as formas de opressão nacional, social e econômica. Portanto, os signatários deste documento enfatizam:

1. Apoiamos a iniciativa palestina nas Nações Unidas – instituição que tem a responsabilidade de estabelecer as bases da paz internacional –, solicitando sua inclusão na ONU como membro pleno, o reconhecimento de seu Estado nas fronteiras de 4 de junho de 1967, com Jerusalém oriental como capital, e o fortalecimento dos esforços para acabar com a ocupação das terras do povo palestino, com a preservação de seu direito de opor-se a essa ocupação e de seu direito de exigir o retorno dos refugiados, em conformidade com a Resolução 194 das Nações Unidas. Nesse contexto, enfatizamos que a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) é o único e legítimo representante do povo palestino, derivando sua legitimidade dos palestinos que vivem em sua terra natal, dos que vivem no exílio e do reconhecimento que recebeu da Liga Árabe e das Nações Unidas.

A iniciativa palestina na ONU é um passo legítimo. As Nações Unidas devem cumprir sua responsabilidade de estabelecer a paz e a justiça no plano internacional. Esse passo fortalece os direitos do povo palestino e não representa, de maneira alguma, uma ameaça para Israel, apesar dos enormes esforços do governo israelense em apresentar esse passo, para o povo israelense, como uma declaração de guerra ou como uma ameaça à legitimidade da existência de Israel.

2. Entendemos que uma das principais razões para o sofrimento social e econômico dos cidadãos em Israel, além das políticas econômicas capitalistas, é a continuação da ocupação e as verbas excessivas destinadas à segurança, que o governo de Israel tenta justificar como necessárias para defender suas colônias, por um lado, e as fronteiras do Estado, por outro. Por isso acreditamos que o fim da ocupação e o estabelecimento de uma paz justa são essenciais para uma vida de paz e bem-estar.

Contamos com a participação e com a integração da população palestina nos protestos sociais de Israel. Essa é uma oportunidade importante para apresentar aos vários grupos da sociedade israelense as angústias dos palestinos e as injustiças que sofrem, para que esses grupos possam assumir sua responsabilidade na luta contra as políticas de marginalização e de discriminação contra os palestinos em Israel, para pôr um fim ao confisco de terras e para conseguir a igualdade plena, para acabar com a ocupação dos territórios palestinos que foram invadidos em 1967.

Protestamos novamente contra as já conhecidas tentativas do governo ocupante de fugir das crises, de suas crises internas e da pressão das ondas de protesto usando a política do medo, que aponta para uma ameaça externa: a de apresentar o apelo palestino nas Nações Unidas como um “perigo" e a de realizar ações militares, como temos presenciado nos últimos dias na brutal escalada [militar israelense] que leva ao derramamento de sangue do povo palestino em Gaza.

3. Reconhecemos o direito do povo palestino, vivendo sob ocupação, de fazer uso de todas as formas legítimas de resistência, de acordo com as normas internacionais, para a remoção dos ocupantes de sua terra e por autodeterminação. Nesse contexto, enfatizamos a importância da luta popular conjunta de palestinos e israelenses. A luta popular conjunta é um dos princípios centrais orientadores da luta contra a ocupação, os colonatos, o racismo, o colonialismo, contra as políticas de exclusão, enfraquecimento, pobreza, racismo e apartheid em Israel.

Setembro de 2011


Assinam [a declaração] partidos políticos, organizações sociais e jovens ativistas, mulheres e homens, palestinos e israelenses

brasildefato


Palestina soberana



Basta-me permanecer em seu regaço


Basta-me morrer em meu país
aí ser enterrada
dissolver-me e aí ser reduzida a nada
ressuscitar erva em sua terra
ressuscitar flor
que uma criança crescida em meu país arrancará
basta-me estar no regaço de minha pátria
estar perto dela como um punhado de poesia
um raminho de grama
uma flor


Poema de Fadwa Tugan, uma das mais célebres representantes da poesia palestina e árabe:


experimentando versos


setembro 22, 2011

Estado Palestino e Processo de Paz


Estado Palestino e Processo de Paz
Moisés Storch
De São Paulo

O pedido de adesão dos palestinos à ONU é mais que legítimo. Já em 1947, a ONU sancionou a partilha da Palestina entre um Estado Judeu e um Estado Árabe. A mesma resolução internacional que legitimou a criação do Estado de Israel, legitima igualmente a construção de um Estado Palestino.

À época daquela decisão da ONU, palestinos e países árabes, em bloco, recusaram a partilha. Por muito tempo pregaram o boicote e a destruição de Israel. Em meados dos anos 70, esta rejeição começou a se dissolver, o que levou à assinatura de acordos de paz de Israel com Egito e Jordânia. O reconhecimento mútuo da OLP e Israel, em 1993, criou condições para uma partilha negociada e a coexistência de dois Estados - Israel e Palestina.

A Liga Árabe aprovou uma proposta, em março de 2002, onde todos seus membros estabeleceriam relações pacíficas com o país, sob a condição de Israel recuar de todos os territórios ocupados em 1967. Jerusalém Oriental seria a capital do Estado Palestino e o problema dos refugiados palestinos teria uma solução acordada com Israel conforme a Resolução 194 da ONU (a redação deste aspecto é um tanto dúbia, mas poderia ser esclarecida logo no início das eventuais conversações).

O governo Sharon simplesmente ignorou a proposta (que vige até hoje), assim como a Iniciativa de Genebra (www.pazagora.org/genebra), onde personalidades israelenses e palestinas chegaram a um acordo não-oficial que oferecia soluções de compromisso para cada tema crítico do conflito.

O atual presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, antes de suceder Yasser Arafat, já condenava publicamente os ataques terroristas palestinos (posição rara àquele tempo). A principal plataforma na sua eleição, que sempre honrou, é a busca da solução de dois Estados, mediante negociações com Israel. Vários de seus ministros participaram ativamente da Iniciativa de Genebra.

Abbas, certamente, é o melhor interlocutor potencial para se chegar a um acordo de paz. Mas praticamente não encontrou eco nas autoridades israelenses. E jamais houve governo tão averso ao diálogo quanto o atual.

Hoje, com a longa estagnação do processo de paz, o pedido de admissão na ONU é uma cartada arriscada, mas talvez não haja outra forma de assegurar a calma na Cisjordânia, face ao contínuo avanço dos assentamentos judeus sobre terras palestinas.

O clima crescente de frustração dos palestinos, que apostaram na promessa de Abbas construir um Estado, pode hoje resultar numa "primavera" árabe-palestina que ameace o governo da Fatah (partido de Abbas) e fortaleça o Hamas e outros grupos extremistas que pregam a destruição de Israel. Se Abbas cair, é muito grande a probabilidade de uma nova Intifada.

A ida à ONU talvez seja o último recurso pacífico, neste momento, para o reinício das negociações e a construção efetiva do Estado árabe-palestino, dada a obstinação do governo Netanyahu em boicotar o processo de paz e prosseguir na política suicida de ocupação da Cisjordânia.

É vital que Israel adote atitudes imediatas e decisivas para catalizar positivamente este momento delicado e histórico. Caso não haja o atendimento mínimo dos legítimos anseios do povo palestino, a violência explodirá.

A política externa de Israel, conduzida pelo ultra-direitista Avigdor Lieberman, tem sido absurdamente autodestrutiva. Israel, cada vez mais isolado acaba de perder seus principais aliados no Oriente Médio, Egito e Turquia. Se as relações exteriores do país continuarem seguindo este modelo, a perspectiva será desastrosa.

As centenas de milhares de israelenses, que têm ido às ruas protestar contra o governo Netanyahu/Lieberman, começam a correlacionar seu empobrecimento com os enormes investimentos de dinheiro público canalizados para os assentamentos na Cisjordânia ocupada.

A ocupação está destruindo Israel e o processo de paz.


ler mais
Nasser: Pressionar EUA é única alternativa dos palestinos


"Você pode discutir se esse Estado palestino existe, se é soberano ou não, porque ele vive sob ocupação, mas isso é independente do reconhecimento. O reconhecimento atestaria que, se há uma ocupação, ela deve acabar. Se existe um governo, ele pode ter um lugar na ONU." (Salem Nasser, doutor em Direito Internacional e professor da Fundação Getúlio Vargas).



Falou bonito


Dona Dilma foi brilhante na assembleia Geral da ONU

(charge do parana-online-com-br)



setembro 16, 2011

Estado Palestino


Obter o reconhecimento como Estado é importante para os palestinos ao permitir o comparecimento a organismos internacionais, como o Tribunal Penal Internacional de Haia, onde poderão denunciar as consequências da ocupação de seus territórios e as violações de direitos humanos cometidas contra sua população.
Os palestinos também poderão assinar tratados multilaterais e, melhor sua posição para negociar a Paz com Israel.

"A comunidade internacional, de forma majoritária, acredita que ter um Estado independente é um direito inalienável dos palestinos", afirma um editorial do jornal China Daily






"As leis que não protegem nossos adversários não podem proteger-nos".

Frase de Rui Brabosa, Delegado do Brasil na II Conferência da Paz, em Haia (1907), notabilizou-se pela defesa do princípio da igualdade dos Estados. Sua atuação nessa conferência lhe rendeu o apelido de "A Águia de Haia".

Mitologia Grega


Bancos alemães podem ser afetados por crise da Grécia

Poseidon

Uma piora na crise da dívida da Grécia pode afetar os grandes bancos da Alemanha, disse ontem Norbert Barthle, porta-voz para orçamento do Parlamento alemão e membro do partido União Democrata Cristã, da chanceler Angela Merkel.

Segundo Barthle, se a troica - formada por representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Central Europeu (BCE) e da União Europeia - negar para a Grécia a próxima parcela do atual programa de resgate, o país dificilmente vai conseguir obter seu segundo pacote de resgate, de 109 bilhões, e poderá ser forçado a suspender os pagamentos (default), o que afetaria os bancos da Alemanha. "Portanto, sim, há preocupações em torno dos grandes bancos alemães", disse Barthle.

O porta-voz acrescentou que os bancos da Alemanha detêm dezenas de bilhões de euros em bônus soberanos da Grécia, embora muitos desses bônus estejam nas mãos de bancos parcialmente estatais, como o Commerzbank AG e o nacionalizado Hypo Real Estate.

Em uma tentativa de evitar abordar possíveis problemas financeiros nos bancos alemães relacionados à crise na Grécia, outras autoridades da coalizão da chanceler Angela Merkel estão reticentes em falar sobre o tema.



setembro 15, 2011

Tecnologia brasileira

Nosso 'iphod': arrecadação de imposto desde janeiro ultrapassa R$ 1 trilhão





Um trilhão de reais é o que os governos municipais, estaduais e federal arrecadaram desde janeiro. Este ano, a marca foi atingida 35 dias mais cedo do que em 2010


impostos federais
(iI) - Imposto sobre a importação de produtos estrangeiros 
(iE) - Imposto sobre a exportação de produtos nacionais ou nacionalizados 
(iR) - Imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza
(iPI) - Imposto sobre Produtos Industrializados 
(iOF - Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários 
(iTR) - Imposto Territorial Rural 


impostos estaduais
(iCMS) - Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e prestação de Serviços de transporte interestadual,intermunicipal e de comunicação 
(iPVA) -Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores 
(iTCMD) - Imposto sobre Transmissões Causa Mortis e Doações de Qualquer Bem ou Direito 


impostos municipais
(iPTU) - Imposto sobre a Propriedade predial e Territorial Urbana 
(iTBI) - Imposto sobre Transmissão inter vivos de Bens e Imóveis e de direitos reais a eles relativos (De acordo com o Artigo 156 da CF- Brasileira: só a transmissão onerosa, de Bens Imóveis como Compra e Venda, por aquisição e incorporação, e ainda a transmissão real de direito sobre imóvel, pertencem aos Municípios.)
(iSS ou iSSQN) - Impostos sobre Serviços de Qualquer Natureza.

Quem paga impostos no Brasil?  correiodobrasil

ler mais Lista de tributos (impostos, contribuições, taxas, contribuições de melhoria) existentes no Brasil:

Pasmem: a lista contém 85 itens!







para não ser esquecido


O Massacre de Sabra e Chatila foi o morticínio de refugiados civis palestinos e libaneses perpetrado pela milícia maronita liderado por Elie Hobeika após o assassinato do presidente-eleito do país e líder falangista, Bachir Gemayel. O evento ocorreu nos campos palestinos de Sabra e Shatila, situados na periferia de Beirute, a sul da cidade, área que se encontrava então sob proteção das forças armadas de Israel.

O massacre ocorreu em uma área diretamente controlada pelo exército israelense, durante a Invasão do Líbano de 1982, entre 16 e 18 de setembro daquele ano. A Corte Suprema de Israel considerou o Ministro da Defesa do país, Ariel Sharon, pessoalmente responsável pelo massacre, por ter falhado na proteção aos refugiados. O número de vítimas não é bem conhecido e, conforme a fonte, a estimativa pode variar de algumas centenas a 3.500 pessoas.
Sharon, quando candidato a primeiro-ministro de Israel, lamentou as mortes e negou qualquer responsabilidade. A repercussão do massacre, entretanto, fez com que fosse demitido do cargo de Ministro da Defesa, na época.
Em 16 de dezembro de 1982, a Assembleia-Geral das Nações Unidas condenou o massacre declarando-o um ato de genocídio. A secção D da resolução, que "definiu o massacre como um ato de genocídio", foi adotada por 123 votos a favor, 0 contra e 22 abstenções. (wikipédia)



setembro 12, 2011

depois de 11 de setembro de 2001


Se a reação norte-americana aos ataques de 11 de Setembro de 2001 foi negativa para os países árabes – principalmente Afeganistão e Iraque – e o próprio Estados Unidos, o mesmo não pode ser dito sobre o Brasil e seus vizinhos. Essa é a opinião de Mark Weisbrot, codiretor do Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas (CEPR), em Washington DC, para quem a América do Sul saiu lucrando na última década, pois os EUA estavam ocupados com as guerras além-mar. 


Weisbrot, um dos maiores críticos da "guerra ao terror" norte-americana, fala sobre a política externa de Washington após aquela manhã de terça-feira. 

"A ampla maioria do gasto militar dos EUA é para manter um império, incluindo centenas de bases militares pelo mundo".

* * *

"a América do Sul, principalmente, está agora mais independente dos EUA do que a Europa. Isso é algo inédito na história ocidental."  
leia a entrevista em Opera Mundi

setembro 08, 2011

Africanos dizem basta à ONU


A confusão na Líbia deixa louco qualquer ser minimamente democrático e ao mesmo tempo defensor da nao ingerência nos assuntos internos dos p...

Uma Pátria para os Palestinos



A população palestina dispersa pelos países árabes ou em campos de refugiados, situados nos territórios ocupados por Israel, é estimada em 4.000.000 de pessoas.




Leia 
Votação na ONU sobre a criação de um Estado palestino - Perguntas & Respostas

* * *

A Palestina foi habitada desde os tempos pré-históricos mais remotos. A sua história esteve geralmente ligada à história da Fenícia, da Síria e da Transjordânia, limítrofes. Talvez por causa da sua situação geográfica – faz parte do corredor entre a África e a Ásia e ao mesmo tempo fica às portas da Europa – a Palestina nunca foi sede de um poder que se estendesse para além das suas fronteiras. Pelo contrário, esteve quase sempre submetida a poderes estrangeiros, sediados na África, na Ásia ou na Europa. Em regra geral, foi só sob as potências estrangeiras que ela teve alguma unidade política.

... A maneira como os vencedores da Primeira Guerra Mundial decidiram o destino da Palestina, servindo-se para isso da Liga das Nações, é quase uma caricatura da duplicidade e prepotência que não raro caracterizam as relações internacionais.

... apesar de ter classificado a Palestina num grupo de nações às quais reconhecia imediatamente a independência formal e prometia a independência efetiva a curto prazo, a Liga das Nações impôs-lhe um Mandato cujo objetivo prioritário não era a instalação da administração palestina nacional, como previa o documento que instituiu o sistema dos Mandatos, mas, sim, a criação do "lar nacional judaico" com gente que ainda estava espalhada pelo mundo. Ora, este objetivo não só contrariava o processo de transição para a independência política efetiva da Palestina, mas era incompatível com o próprio princípio da sua independência com a população que ela então tinha, princípio esse que a Liga das Nações admitira previamente. Por outro lado, tendo nomeado a Grã-Bretanha para potência mandatária sem ter consultado os palestinos, o Supremo Conselho Aliado não respeitou a regra fixada pelo Pacto da Liga das Nações, segundo a qual os desejos das comunidades submetidas a esse tipo de Mandato deviam ser uma consideração principal na escolha da potência mandatária (art. 22)*

leia mais em A Palestina

* O que mais se pareceu com uma consulta dos palestinos foi a chamada Comissão King-Crane. Os norte-americanos Henry C. King e Charles R. Crane efetuaram de fato uma missão na Palestina e consultaram os seus habitantes em Junho-Julho de 1919. No seu relatório, King e Crane recomendaram profundas modificações no projeto sionista, mas a Grã-Bretanha e a França, que haviam boicotado a missão, não fizeram caso dessas recomendações. (grifo nosso)

Dia Internacional da Alfabetização.


Em todo mundo 793 milhões de pessoas são analfabetas

Nesta quinta-feira, 8, será comemorado o Dia Internacional de Alfabetização promovido pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura), cujo tema deste ano é “alfabetização para a paz." Para a ocasião, os relatórios da International Tracing Service, da UNESCO salienta que "apesar dos esforços consideráveis e variados, a alfabetização continua sendo um objetivo ainda não alcançado." 

No mundo, de fato, "cerca de 793 milhões adultos, um em cada seis, são analfabetos", além disso, mais de" 67 milhões crianças permanecem excluídas da escola e muitas vão à escola de forma irregular ou abandonam a escola". Para promover a alfabetização, a UNESCO anualmente premia os projetos mais inovadores no campo. 

Inspirado, como sempre, no tema do dia, nesta edição os prêmios serão dedicados à relação entre alfabetização e construção da paz, com especial atenção à igualdade entre homens e mulheres. 

Durante uma cerimônia, na quinta-feira, em Nova Délhi, na Índia, os principais projetos serão premiados com 20 mil dólares, um diploma e uma medalha. As iniciativas premiadas foram idealizadas nos Estados Unidos, na República Democrática do Congo, no Burundi e no México. Uma menção honrosa, por fim, será dada a dois projetos desenvolvidos no Paquistão e Filipinas. fonte

Brasil tem quase 14 milhões de analfabetos

Em dez anos, o analfabetismo no país caiu só quatro pontos percentuais. Hoje, há ainda 13,9 milhões de brasileiros, com 15 anos ou mais, analfabetos, diz o Censo de 2010 divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE. É o equivalente a 9,63% da população nessa faixa etária - no Censo de 2000, esse percentual era de 13,64%.

Apesar de ser uma das áreas do país com maior crescimento econômico e aumento de mercado consumidor, o Nordeste continua sendo a região com maior número de analfabetos.

Para pesquisadores, a queda na taxa de analfabetismo tem sido lenta. O próprio presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, afirma que essa taxa "não cai tão rápido". O principal motivo para isso, diz Nunes, é a dificuldade da alfabetização de pessoas mais velhas.

Isso é apontado pelo fato de que, à medida que se avança na faixa etária, maior é o percentual de analfabetos. Na faixa de 60 anos ou mais, são 26,5% de analfabetos. blog do andrey monteiro

* * *
É inacreditável que em pleno Século XXI milhões de pessoas ainda morrem de fome e são analfabetas!

setembro 07, 2011

DIL-le-MA-s


'tomaládácá'


Agrado de R$ 1,4 bi para acalmar o congresso 
Com a liberação de recursos de emendas, governo espera evitar pressões por reedição de decreto que prorrogou pagamentos e acalmar a base às vésperas de votações importantes

O governo prepara a liberação de R$ 1, 4 bilhão para deputados e senadores como forma de tentar acalmar a base aliada às vésperas da votação de projetos importantes como a regulamentação da Emenda 29, que destina mais recursos para a saúde. Até o final desta semana, saem R$ 400 millhões em restos a pagar de 2007, 2008 e 2009. Para o final de setembro, está prevista a liberação de outros R$ 400 milhões e, até o final do ano, o empenho de R$ 600 milhões em emendas dos parlamentares ao Orçamento de 2011. Com esses recursos, o governo espera mais tranquilidade para aprovar a regulamentação da Emenda 29 e, se possível, garantir o financiamento extra, e a Desvinculação de Receitas da União (DRU) – que permite ao Poder Executivo liberar 20% das vinculações orçamentárias para usar como achar melhor. (portal uai)


adaptação da charge

setembro 06, 2011

Dia do Hino Nacional Brasileiro


1922 - Oficialização do Hino Nacional Brasileiro

A música do hino é de Francisco Manuel da Silva e foi inicialmente composta para banda. Em 1831, tornou-se popular com versos que comemoravam a abdicação de Dom Pedro I. Posteriormente, à época da coroação de Dom Pedro II, sua letra foi trocada e a composição, devido a sua popularidade, passou a ser considerada como o hino nacional brasileiro, embora não tenha sido oficializada como tal. Após a proclamação da República os governantes abriram um concurso para a oficialização de um novo hino, ganho por Leopoldo Miguez. Entretanto, com as manifestações populares contrárias à adoção do novo hino, o presidente da República, Deodoro da Fonseca, oficializou como Hino Nacional Brasileiro a composição de Francisco Manuel da Silva, estabelecendo que a composição de Leopoldo Miguez seria o Hino da Proclamação da República. Durante o centenário da Proclamação da Independência, em 1922, finalmente a letra escrita pelo poeta e jornalista Joaquim Osório Duque Estrada tornou-se oficial. A orquestração do hino é de Antônio Assis Republicano e sua instrumentação para banda é do tenente Antônio Pinto Júnior. A adaptação vocal foi feita por Alberto Nepomuceno. (wikipédia)

setembro 04, 2011

Me gustan los estudiantes

ACORDA BRASIL!

Pensando





"Quem não tem o poder político quer tirá-lo de quem o tem. E quem o tem, para protegê-lo, usa agentes provocadores." (George Simenon)

Georges Joseph Chistian Simenon (Liège, 13 de fevereiro de 1903 — Lausanne, 4 de setembro de 1989)

Foto © Livia Bergo.

setembro 03, 2011

Protesto em Israel


Protesto em Israel leva 400 mil pessoas à rua 


Protesto é considerado o maior por motivos sociais da história do país
foto Ronen Zvulun/Reuters

fonte