agosto 17, 2017

Goza Brasil!

Andei desaparecida
Em retiro compulsório
Observando sofrida
O Brasil no purgatório.
Trocaram o presidente
Prometendo o paraíso
O que se vê realmente
É um grande prejuízo.
O buraco no orçamento
De tamanho abissal
É o tema do momento
Neste país tropical.
Culpam a Previdência
Pelo rombo no erário
E a reformam de urgência
Fazendo o povo de otário
Esquecendo que a gastança
Teve destino certeiro
Pesando mais na balança
Do Congresso brasileiro
São tantos os privilégios
Desfrutados nas elites
Seus modos de vida régios
Parece não ter limites.
O povo assiste calado
Os desmandos que em seu nome
Esse governo instalado
Vai trazer de volta a Fome.
Culpam pela recessão
Os governantes passados
Crimes de corrupção
Nacionalmente espalhados.
Alguns casos exemplares
Permanecem na prisão
Os sortudos premiados
Agora em casa estão.

Agora me manifesto
Registrando em Cordel
Meu veemente protesto
O Brasil tá num Bordel!







junho 14, 2016

Comicxões - cordel

Passo tardes assistindo
Na TV noticiários
E aos poucos descobrindo
Como nos fazem de otários
Um Congresso enxovalhado
Um Presidente interino
Um Governo improvisado
Eis o nosso figurino:
‘rolam’ duas Comissões
Com regras já definidas
Mas em todas as Sessões
As pautas são discutidas
A longeva Comissão
Julga o controvertido
Manobrista de plantão
Pelo Supremo contido
A Comissão mais recente
No embalo da Lava-jato
Julga se a Presidente
Cometeu crime de fato
O povo segue a vidinha
De brasileiro cordato
E pouco se aporrinha
Com quem detém seu mandato.
Já os mais esclarecidos
Que formam opinião
E não se acham vencidos
Mantêm sua posição

Acompanhar os debates
Em horas de discussão
Engolir os disparates
Entender obstrução
Ouvir todos os apartes
Trazem a grande lição:
A política é uma arte
E tem na Televisão
O seu grande baluarte

Pra dirigir a Nação.

maio 29, 2016

mea culpa - Cordel

Dona Dilma afastada
Da função de presidente
Em surdina cobiçada
Pelo vice-sorridente
No congresso um alvoroço
Quem se dizia bom moço
Atolado até o pescoço
Pois um sujeito medroso
De ser fisgado por Moro
Sem privilégio de foro
Grampeou os aliados que antes faziam coro
Acusando a presidente pela falta de decoro
Causando sua saída e a posse do Temeroso.

O Temeroso interino reuniu sua bancada
E montou seu ministério com a gente indicada.
Mas durou pouco a festança
Quando no meio da dança
Vazou conversa gravada
Criando constrangimento e ao mesmo tempo piada.

De olho no deus mercado o ministro indicado
Pra Fazenda encarregado, refez o que foi orçado
Pelo Governo passado
Aumenta o gasto do Estado
Dobrando a meta fiscal
E já nos deu o sinal
Da medida preparada
Para o Congresso enviada
E com certeza aprovada.

O País está perplexo
É um Governo complexo
Do povo está desconexo
Mas pro Mercado faz nexo:
Mais ganho para os rentistas
Ignorando as conquistas
Das medidas progressistas

Não desesperem, porém,
Como tudo é passageiro
Esta crise há de passar
Haverá outra eleição
E poderemos julgar
Se foi a nossa omissão,
Ou nosso voto insensato
Que deu à corrupção
O poder de mandar de fato.


abril 08, 2016

LARGUEM O OSSO (Cordel)





No Congresso um alvoroço.
Briga velho, briga moço.
Todos brigam pelo osso,
Um ossinho de pescoço.

No Alvorada a presidente
Prometendo dar presente
Para aquele descontente
Do Partido dissidente.



No Jaburu, o seu Vice traiçoeiro,
Em surdina e bem ligeiro
Do barco pulou primeiro
Levando o Partido inteiro.

No Hotel, Lula segue articulando.
O seu cargo aguardando.
E Gilmar procrastinando,
Assim a posse adiando.

Na Câmara, Dudu Cunha manobrista,
Ser ter punição em vista,
Comemora a conquista
De Maioria na lista.

Calheiros lá no Senado
Vai esperando sentado
O desfecho anunciado
Do ‘Impedimento’ acertado.

E no Brasil o alvoroço
Da briga pelo tal osso
Deixa o País nesse fosso

Mergulhado até o pescoço.

março 19, 2016

Um sonho esplêndido (Cordel)

A coisa tá mesmo feia
Nesse país tropical
E a mídia já alardeia
Ser o juízo final.

Elegeram a Paulista
A Capital do protesto,
A FIESP classicista
A Praça do Manifesto.

Em Brasília a capital,
O grande Palco do drama,
O Congresso Nacional
Desenrola toda a trama.

É um misto de novela,
De comédia e folhetim
Que a cada dia revela
Um argumento chinfrim.

Neste palco grandioso
Atuando outro artista
Em ato audacioso
Grande audiência conquista.

Chamado a assumir
Para o enredo salvar
Nem chegou se exibir
Foi obrigado a calar.

1/2 público se revoltou
Com tal arbitrariedade
Que o drama se espalhou
Contaminando a cidade.

Outra metade aplaudiu
A medida assim tomada
Que Diretor instruiu
Ser novamente ensaiada.

Enquanto a Casa Civil
Mantem o portão lacrado
O nosso belo Brasil
Sonha no berço, acordado.